terça-feira, 22 de março de 2011
Mensagem de conforto de Deus, aos japoneses e parentes (Habacuque 3)
terça-feira, 10 de novembro de 2009
“Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade.” Sal. 37:1.

O conselho divino para você hoje é: “Não te indignes.” Em outras palavras, fique calmo. Que isso não o perturbe nem lhe tire o sono. Sabe por quê? O verso seguinte dá a resposta. “Pois eles dentro em breve definharão como a relva e murcharão como a erva verde.”
É uma lei da vida: O sucesso que vem rápido, rápido desaparece. E, mesmo assim, é um sucesso que não traz satisfação. No fim da história, só é vazio e angústia.
Às vezes, Deus permite que os inescrupulosos alcancem vitórias terrenas. Essas aparentes vitórias podem ser chamadas de sucesso, mas não são. Riqueza, poder, fama e tudo aquilo que o ser humano de nossos dias busca com avidez não é necessariamente prosperidade.
Você pode achar uma pessoa rica e infeliz. Pode encontrar nos caminhos da vida gente famosa e desesperada. Não é difícil ver um intelectual, cheio de títulos universitários, lamentando-se como o poeta Ruben Dario: “Feliz a pedra porque não tem vida.”
Vale a pena viver se você sente que está morto? Qual é a vantagem de ter coisas e alcançar metas, se tudo aquilo pelo qual você trabalhou a vida toda não traz satisfação ao seu desesperado coração?
Pense em dois homens do passado: Hitler e Mussolini. Não alcançaram o que queriam? Não houve um tempo em que pareciam vitoriosos? E, no entanto, onde estão hoje? Qual foi o triste fim de ambos?
Por isso, continue na busca dos seus objetivos, trilhando a senda agreste dos princípios e valores espirituais. Hoje, nas diferentes circunstâncias da vida: “Não te indignes por causa dos malfeitores, nem tenhas inveja dos que praticam a iniquidade.”
Alejandro Bullón
www.MinisterioBullon.com
quinta-feira, 20 de agosto de 2009
“Porque Tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás.” Sal. 31:3.

Este é um salmo de aparentes contradições. O salmista afirma que o Senhor é a sua “rocha”, a sua “fortaleza”. Mas, no verso 10, lamenta: “Gasta-se a minha vida na tristeza, e os meus anos, em gemidos.” Que tipo de rocha e fortaleza é essa, que não pode tirá-lo da tristeza e dos gemidos?
Este salmo é um retrato da realidade humana. É a luta entre a fé e os sentimentos. De um lado, a confiança e a certeza. Do outro, a dúvida e a ansiedade. “Eu sei que Deus vai me proteger, mas será que isso vai acontecer?” Esse é o freqüente drama do cristão.
O verso de hoje traz a certeza de que Deus agirá. O salmista enfatiza: “Por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás.” Aqui está envolvida a teologia do conflito cósmico e a razão do sofrimento humano.
Por que o inimigo traz dor, lágrimas e tragédias aos filhos de Deus? Ele deseja que a criatura pense que o sofrimento é causado por Deus e se revolte contra o Criador. Foi isso que Satanás disse a Deus com relação a Jó: “Estende, porém, a mão, toca-lhe nos ossos e na carne e verás se não blasfema contra Ti na Tua face.” Jó 2:5. Depois, o relato afirma: “Então, saiu Satanás da presença do Senhor e feriu a Jó de tumores malignos, desde a planta do pé até ao alto da cabeça.” Jó 2:7.
Quem é que traz sofrimento ao ser humano? Satanás. Mas ele quer que você pense que é Deus quem o faz sofrer. Diante dessa realidade, Davi ora: “Por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás.”
Quando você sofre, está em jogo o nome de Deus, Seu caráter e Sua soberania. O inimigo faz com que você feche os ouvidos aos conselhos divinos e acabe se machucando. Imediatamente, ele coloca na sua mente a idéia de que Deus é injusto, que não Se lembra de você ou que o abandonou. É nessa hora que Deus será sua rocha e sua fortaleza. Ele estenderá a mão para você por duas razões. Porque o ama e quer vê-lo feliz, mas também porque o Seu nome está em jogo. Cada vez que você sofre, os anjos do Universo estão ansiosos para ver como você reage. Com a sua maneira de reagir, estará enaltecendo a misericórdia divina ou denegrindo o caráter do Criador.
Por isso, hoje, descanse nas promessas de Jesus. “Porque Tu és a minha rocha e a minha fortaleza; por causa do Teu nome, Tu me conduzirás e me guiarás.”
Alejandro Bullón
www.MinisterioBullon.com
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quinta-feira, 19 de março de 2009
Charles Haddon Spurgeon
Charles Haddon Spurgeon, comumente referido como C. H. Spurgeon (19 de junho de 1834 — 31 de janeiro de 1892), foi um pregador batista britânico, nascido em Kelvedon, Essex.
Converteu-se ao cristianismo em janeiro de 1850, aos quinze anos de idade. Aos dezesseis, em 1851, pregou seu primeiro sermão; no ano seguinte tornou-se pastor de uma igreja batista em Waterbeach, Cambridgeshire. Em 1854 Spurgeon, então com vinte anos, foi chamado para ser pastor na capela de New Park Street, Londres, que mais tarde viria a chamar-se Tabernáculo Metropolitano, transferindo-se para novo prédio.
Desde o início do ministério, seu talento para a exposição dos textos bíblicos foi considerado extraordinário. E sua excelência na pregação nas santas escrituras bíblicas lhe deram o título de o Príncipe dos Pregadores.
Houve época em que o simples fato de optar pela religião evangélica equivalia a colocar a cabeça a prêmio. No século XV, Carlos V, o imperador espanhol, queimou milhares de evangélicos em praça pública. Seu filho, Filipe II, vangloriava-se de ter eliminado dos países baixos da Europa cerca de 18 mil "hereges protestantes". Para fugir da perseguição implacável, outros milhares de cristãos foram para a Inglaterra. Dentre eles, estava a família de Charles Haddon Spurgeon, o homem que se tornaria um dos maiores pregadores de todo o Reino Unido. Charles obteve tão bom resultado em seu ministério evangelístico que, além de influenciar gerações de pastores e missionários com seus sermões e livros, até hoje é chamado de Príncipe dos pregadores.
O maior dos pecadores - Spurgeon era filho e neto de pastores que haviam fugido da perseguição. No entanto, somente aos 15 anos, ocorreu seu verdadeiro encontro com Jesus. Segundo os livros que contam a história de sua vida, Spurgeon orou, durante seis meses, para que, "se houvesse um Deus", Este pudesse falar-lhe ao coração, uma vez que se sentia o maior dos pecadores. Spurgeon visitou diversas igrejas sem, contudo, tomar uma decisão por Cristo.
Certa noite, porém, uma tempestade de neve impediu que o pastor de uma igreja local pudesse assumir o púlpito. Um dos membros da congregação - um humilde sapateiro - tomou a palavra e pregou de maneira bem simples uma mensagem com base em Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra. Desprovido de qualquer experiência, o pregador repetiu o versículo várias vezes antes de direcionar o apelo final. Spurgeon não conteve as lágrimas, tamanho o impacto causado pela Palavra de Deus.
Início de uma nova caminhada - Após a conversão, Spurgeon começou a distribuir folhetos nas ruas e a ensinar a Bíblia na escola dominical para crianças em Newmarkete Cambridge. Embora fosse jovem, Spurgeon tinha rara habilidade no manejo da Palavra e demonstrava possuir algumas características fundamentais para um pregador do Evangelho. Suas pregações eram tão eletrizantes e intensas que, dois anos depois de seu primeiro sermão, Spurgeon, então aos 20 anos, foi convidado a assumir o púlpito da Igreja Batista de Park Street Chapel, em Londres, antes pastoreada pelo teólogo John Gill. O desafio, entretanto, era imenso. Afinal, que chance de sucesso teria um menino criado no campo (Anteriormente, Spurgeon pastoreava uma pequena igreja em Waterbeach, distante da capital inglesa), diante do púlpito de uma igreja enorme que agonizava?
Localizada em uma área metropolitana, Park Street Chapel havia sido uma das maiores igrejas da Inglaterra. No entanto, naquele momento, o edifício, com 1.200 lugares, contava com uma platéia de pouco mais de cem pessoas. A última metade do século XIX foi um período muito difícil para as igrejas inglesas. Londres fora industrializada rapidamente, e as pessoas trabalhavam durante muitas horas. Não havia tempo para as pessoas se dedicarem ao Senhor. No entanto, Spurgeon aceitou sem temor aquele desafio.
Tamanha audiência - O sermão inaugural de Spurgeon, naquela enorme igreja, ocorreu em 18 de dezembro de 1853. Havia ali um grupo de fiéis que nunca cessou de rogar a Deus por um glorioso avivamento. No início, eu pregava somente a um punhado de ouvintes. Contudo, não me esqueço da insistência das suas orações. As vezes, parecia que eles rogavam até verem a presença de Jesus ali para abençoá-los. Assim desceu a bênção, a casa começou a se encher de ouvintes e foram salvas dezenas de almas, lembrou Spurgeon alguns anos depois.
Nos anos que se seguiram, o templo, antes vazio, não suportava a audiência, que chegou a dez mil pessoas, somada a assistência de todos os cultos da semana. O número de pessoas era tão grande que as ruas próximas à igreja se tomaram intransitáveis. Logo, as instalações do templo ficaram inadequadas, e, por isso, foi construído o grande Tabernáculo Metropolitano, com capacidade para 12 mil ouvintes. Mesmo assim, de três em três meses, Spurgeon pedia às pessoas, que tivessem assistido aos cultos naquele período, que se ausentassem a fim de que outros pudessem estar no templo para conhecer a Palavra.
Muitas congregações, um seminário e um orfanato foram estabelecidos. Com o passar do tempo, Charles Spurgeon se tornou uma celebridade mundial. Recebia convites para pregar em outras cidades da Inglaterra, bem como em outros países como França, Escócia, Irlanda, País de Gales e Holanda. Spurgeon levava as Boas Novas não só para as reuniões ao ar livre, mas também aos maiores edifícios de 8 a 12 vezes por semana.
Segundo uma de suas biografias, o maior auditório em que pregou continha, exatamente, 23.654 pessoas: este imenso público lotou o Crystal Palace, de Londres, no dia 7 de outubro de 1857, para ouvi-lo pregar por mais de duas horas.
Sucesso - Mais de cem anos depois de sua morte, muitos teólogos ainda tentam descobrir como Spurgeon obtinha tamanho sucesso. Uns o atribuem às suas ilustrações notáveis, a habilidade que possuía para surpreender a platéia e à forma com que encarava o sofrimento das pessoas. Entretanto, para o famoso teólogo americano Ernest W. Toucinho, autor de uma biografia sobre Spurgeon, os fatores que atraíam as multidões eram estritamente espirituais: O poder do Espírito Santo, a pregação da doutrina sã, uma experiência de religioso de primeira-mão, paixão pelas almas, devoção para a Bíblia e oração a Cristo, muita oração. Além disso, vale lembrar que todas as biografias, mesmo as mais conservadoras, narram as curas milagrosas feitas por Jesus nos cultos dirigidos pelo pregador inglês.
As pessoas que ouviam Spurgeon, naquela época, faziam considerações sobre ele que deixariam qualquer evangélico orgulhoso. O jornal The Times publicou, certa ocasião, a respeito do pastor inglês: Ele pôs velha verdade em vestido novo. Já o Daily Telegraph declarou que os segredos de Spurgeon eram o zelo, a seriedade e a coragem. Para o Daily Chronicle, Charles Spurgeon era indiferente à popularidade; um gênio, por comandar com maestria, uma audiência. O Pictorial World registrou o amor de Spurgeon pelas pessoas.
Importância - O amor de Spurgeon tinha raízes. Casou-se em 20 de setembro de 1856 com Susannah Thompson e teve dois filhos, os gêmeos não-idênticos Thomas e Charles. Fazíamos cultos domésticos sempre; quer hospedados em um rancho nas serras, quer em um suntuoso quarto de hotel na cidade. E a bendita presença do Espírito Santo, que muitos crentes dizem ser impossível alcançar, era para nós a atmosfera natural. Vivíamos e respirávamos nEle, relatou, certa vez, Susannah.
A importância de Charles Haddon Spurgeon como pregador só encontra parâmetros em seus trabalhos impressos. Spurgeon escreveu 135 livros durante 27 anos (1865-1892) e editou uma revista mensal denominada A Espada e a Espátula. Seus vários comentários bíblicos ainda são muito lidos, dentre eles: O Tesouro de Davi (sobre o livro de Salmos), Manhã e Noite (devocional) e Mateus - O Evangelho do Reino. Até o último dia de pastorado, Spurgeon batizou 14.692 pessoas. Na ocasião em que ele morreu - 11 de fevereiro de 1892 -, seis mil pessoas leram diante de seu caixão o texto de Isaías 45.22a: Olhai para mim e sereis salvos, vós todos os termos da terra.
Fonte: Biblioteca Gospel Músicas - Free Books. Acesso em 19/03/2009
http://booksgospelmusicas.blogspot.com/2009/02/charles-haddon-spurgeon.html
terça-feira, 27 de janeiro de 2009
É Possível ser perfeito diante de Deus?
* Todos as citações bíblicas foram extraídas a partir da Bíblia na versão Nova Tradução na Linguagem de Hoje.
Certamente esta é uma dúvida nem um pouco nova. Existem milhões de textos e pregações a respeito desse tema, mas sempre surgem dúvidas, muitas vezes embasadas em passagens da própria Bíblia Sagrada, tais como: “Portanto, sejam perfeitos, assim como é perfeito o Pai de vocês, que está no céu.” (Mt 5:48); “Assim, quem vive unido com Cristo não continua pecando. Porém quem continua pecando nunca o viu e nunca o conheceu.” (I Jo 3:6), dentre outros.
Muitos podem perguntar, como eu mesmo já perguntei milhares e milhares de vezes: “Como é possível viver sem pecar? Eu tento, tento e quando percebo... pequei.” Aí aparecem aqueles abençoados fariseus do século XXI: “É porque você não tentou o bastante”, ou “é porque você tentou, e quem tenta não consegue. Você tem que tomar a decisão de não pecar e pronto”, “Deus quando faz a obra, faz de uma vez e não à prestação”. Você já ouviu algum dia esse tipo de acusação? Ou já proferiu algo do gênero?
Não percebem o mal que fazem na mente e na vida de quem ouve essas coisa. Muitos chegam ao ponto de achar a vida dentro do corpo de Cristo pior que a vida no mundo. As pessoas lá fora estão perdidas, sem rumo, procurando uma luz em diversas doutrinas, como o espiritismo, o candomblé, o budismo, nova era (gnosticismo), o islamismo (que está crescendo assustadoramente no mundo todo). Quando finalmente o Espírito Santo os faz entrar numa igreja e ouvem a Verdade, e aceitam a Verdade, e tomam a decisão pelo batismo nas águas, quando pensam que finalmente terão paz, aí ouvem aquele versículo: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo”. (II Co 5:17). Até aí tudo bem. Jesus faz realmente tudo ficar novo. Só que recém-convertido pensa como muitos: Agora sou crente, eu TENHO QUE ser perfeito diante de Deus. NÃO POSSO mais pecar.
Bom, agora vamos dar uma parada para pensar em como poderia ser a vida dessa pessoa antes de aceitar Jesus. Diferente do crente que já nasceu em lar evangélico, certamente ela tinha seus vícios e pecados. Hábitos que no mundão lá fora são até aceitáveis, como beber um chopinho com os amigos ou com a família, beber champanhe em ocasiões especiais (fim de ano, formatura, casamento), transar com o namorado ou com a namorada, chamar um palavrãozinho de vez em quando (desde que não xingue ninguém). Esse talvez seja um estilo de vida aceitável dentro de uma sociedade não cristã. Nem todo mundo fora do Evangelho é drogado, alcoólatra, promíscuo, ladrão, homicida, viciado em jogo.
Antes de aceitar Jesus eu tinha uma vida desregrada, é verdade. Quando eu decidi mudar de vida, eu corri para dentro de uma igreja, desapareci de perto das pessoas junto das quais costumava ir para o mau caminho, caso contrário minha vida teria ido ribanceira abaixo. Passei a conviver com pessoas cristãs. Tive que me acostumar a me divertir com os amigos rachando a conta da pizza com guaraná. O que realmente é maravilhoso. E finalmente descobri o que é me divertir... Sem beber uma gota de álcool. Pois bem, hoje eu não fumo e nem bebo, para a honra e a glória de Jesus. Casei e sou fiel a minha esposa e, sabe de uma coisa? Eu sou muitíssimo feliz em viver deste modo. Mas estou anos luz de distância da perfeição.
Agora vou começar a escrever sobre o que o Senhor falou ao meu coração sobre esse negócio de perfeição...
Há uma semana que fiquei sem dormir, deprimido (é, crente também pode ficar deprimido. Ninguém aqui é Superman. Super só Jesus) eu fiz aquela celebre pergunta da maioria dos crentes: “Deus, por que eu? O que o Senhor viu em mim?”, “Tá vendo? Eu tento, tento, tento e não consigo ser um homem segundo o teu coração. Não consigo ser perfeito”. E listei todas as minhas falhas na minha vida profissional, em relação a minha familiar, no meu proceder dentro da Sua Obra. E, ouvindo um CD do Lázaro (ex-Olodum), ouvi o mesmo mencionar que fez mais ou menos a mesma pergunta pra Deus. E o Senhor citou I Coríntios 1:27 e 28: “Para envergonhar os sábios, Deus escolheu aquilo que o mundo acha que é loucura; e, para envergonhar os poderosos, ele escolheu o que o mundo acha fraco. Para destruir o que o mundo pensa que é importante, Deus escolheu aquilo que o mundo despreza, acha humilde e diz que não tem valor”.
Nesse momento eu, ouvindo o CD, comecei a entender o que Deus tinha visto em mim. O apóstolo Paulo, inspirado pelo Espírito Santo, citou 5 (cinco) características que Deus leva em consideração ao usar alguém em sua obra, não que seja uma regra, do tipo “Deus só usa esse tipo de gente”. Não. Mas, se lermos algumas passagens das Sagradas Escrituras, percebemos que Deus usou pessoas e estratégias que fugiam totalmente da lógica humana. Deus usou quatro leprosos para livra os israelitas de um exército inimigo (II Rs 7:3-15); Deus usou vasos, tochas e cornetas, usados pelo exército de Gideão, para afugentar um forte e poderoso exército (Jz 7); o povo liderado por Josué pôs a baixo a muralha de Jericó sem encostar um único dedo nos muros da cidade, somente rodeando a cidade sete vezes e bradando (Js 6). E quais são essas cinco características? Loucura, Fraqueza, Desprezo, Humildade e O Que Não Tem Valor.
Já deu para eliminar várias outras coisas que Deus certamente não viu em mim, nem no Lázaro, e nem em você que foi chamado por Ele para a Sua Obra.
Aí eu imagino um pequeno diálogo entre você e Deus:
Você: Deus esse negócio de perfeição tá me deixando doido.
Deus: Isso não é problema, “pois aquilo que parece ser a loucura de Deus é mais sábio do que a sabedoria humana...” (I Co 1:25).
Você: Eu tento, tento, mas sou muito fraco contra as tentações.
Deus: ... “e aquilo que parece ser a fraqueza de Deus é mais forte do que a força humana” (I Co 1:25). Além do mais, “... o meu poder é mais forte quando você está fraco” (II Co 12:9)
Você: Todo mundo diz que eu não presto, que eu não valho nada, todos me desprezam. Eu não sou nada!
Deus: “Parabéns! Você tá aprovado pro cargo!!!”
Meu irmão o Corpo de Cristo é o único lugar do mundo em que as pessoas menos qualificadas são chamadas para ocuparem cargos altos, como: Embaixadores, Príncipes e Princesas, Ministros, dentre outros.
Jesus nunca nos disse que seria fácil viver neste mundo. Ele foi muito sincero. Ele disse: “Eu digo isso para que, por estarem unidos comigo, vocês tenham paz. No mundo vocês vão sofrer; mas tenham coragem. Eu venci o mundo.” (Jo 16:33)
É, realmente, nem você e nem eu somos nada. Só Ele é o Grande EU SOU (Êx 3:14). Nós só somos alguma coisa graças à misericórdia do nosso Pai celeste. E certamente Ele não se enganou quando te escolheu e nem quando ele escolheu a mim. Ele nos conheceu quando ainda estávamos nos ventres de nossas mães (Sl 139:13). Ele diz: “Não tenha medo, pois Eu o salvarei; Eu o chamei pelo seu nome, e você é meu”. (Is 43:1)
Mas, então como ser perfeito diante de Deus?
Em Gêneses 5:24, lemos sobre Enoque: “Ele viveu sempre em comunhão com Deus e um dia desapareceu, pois Deus o levou”. Em Gêneses 6:9-10, as Escrituras nos dizem: “Esta é a história de Noé. Ele foi pai de três filhos: Sem, Cam e Jafé. Noé era um homem direito e sempre obedecia a Deus. Entre os homens do seu tempo, Noé vivia em comunhão com Deus”. Gêneses 17: 1 nos informa que “quando Abrão tinha noventa e nove anos, o Senhor Deus apareceu a ele e disse: -- Eu sou o Deus Todo-Poderoso. Viva uma vida de comunhão comigo e seja obediente a mim em tudo”. A Bíblia na versão Almeida Revista e Corrigida, mostra Deus dizendo nesta mesma passagem: “Anda em minha presença e sê perfeito”. No Salmo 116: 9, o Grande Rei Davi determina: “Por isso, no mundo dos que estão vivos, viverei uma vida de obediência a ele”.
Todas essas passagens nos ensinam algo tremendo:
1) Deus está nos dizendo para termos comunhão com Ele. Na Bíblia na versão Almeida Revista e Corrigida, lemos a expressão “andar com Deus”, ou “andar na presença de Deus”.
2) A perfeição é a conseqüência de andarmos com Ele. O Senhor nos ensina como sermos obedientes.
Deixe-me dizer algo que muitas vezes nos é ensinado, quem sabe, de forma equivocada. Muitas pessoas, sinceras, ensinam que devemos fazer as coisas que agradam a Jesus.
Certa vez assisti uma pregação que ilustrava uma mulher cristã comprando uma roupa, por exemplo. Ela deveria se perguntar se Cristo se agradaria ao vê-la vestida com essa ou aquela roupa. Caso ela imaginasse que sim, ela compraria tal roupa, caso contrário, ou seja, se ela achasse que Jesus não gostasse, ela não compraria o vestuário em questão.
Ao assistir essa pregação, eu me peguei sentindo raiva, pois caso sentisse vontade de fazer algo que estivesse em desarmonia com as “normas” cristãs, representadas pelo rosto de Jesus sorridente ou triste, eu começaria a não fazê-las por serem proibidas, e não por vontade própria.
Vamos usar novamente o meu exemplo. Antes de me converter eu tinha várias coleções de discos de vinil, fitas VHS, fitas k7, cd’s, dvd’s, de várias bandas seculares internacionais que fizeram sucesso nos anos 60, 70 e 80. Eu tinha um acervo de mais ou menos novecentos álbuns (contando todas as mídias citadas acima) e, obviamente os irmãos da igreja diziam: “irmão, você agora é nova criatura. Você deve se livrar dessas coisas. Isso traz maldição. Essas músicas têm mensagens subliminares (isso é fato, e eu conhecia todas as mensagens ocultas, principalmente nas músicas dos Beatles)”. Mas, enfim, eu me sentia penalizado de jogar tudo aquilo fora. Afinal de contas deu muito trabalho colecionar todos aqueles discos.
Os irmãos contavam até aquela metáfora clássica do recém convertido que permite que o Diabo coloque um preguinho no seu coração (como se fosse uma casa) e depois ele (o capeta) coloca um pedaço de carne preso ao preguinho e aquilo contamina todo o coração novamente.
Passou alguns anos até que experimentei um momento maravilhoso em que o Senhor agiu poderosamente na minha vida. Resultado: Vendi em torno de 80% do meu acervo musical, e com o dinheiro comprei cd’s e livros cristãos, para mim e para abençoar outras pessoas. Do que sobrou, joguei quase tudo fora, e o restinho ficou juntando poeira no canto do quarto. Um ano depois comecei a sentir saudade daqueles discos.
Aí alguém pode dizer: “Irmão, vigia!!! Isso é o inimigo te tentando!”.
Pode ser irmão, mas o que aconteceu foi que eu vendi tudo aquilo porque eu não podia ir à igreja ouvindo rock. Em vez disso eu poderia, simplesmente, ter mudado os meus interesses musicais por estar andando com Alguém que me apresentou a novos e melhores estilos musicais.
Nessa semana o Senhor sussurrou ao meu ouvido diversas vezes a mesma frase: “Anda comigo e sê perfeito. Anda comigo e sê perfeito. Anda com Deus e sê perfeito”.
Eu sempre pensei que eu deveria fazer duas coisas: 1) Andar com Deus, 2) Ser perfeito. E não é bem assim.
Devemos unicamente andar com Deus.
O ser perfeito é uma conseqüência de andarmos com Deus.
Vamos lembrar aquele jargão “Dizes com quem andas e te direi quem és”. O que quer dizer isso?
Não quer dizer, necessariamente, que se andar com um sujeito de má fama, eu serei, talvez por osmose, igual a ele. Mas se eu ando com alguém continuamente, com o tempo eu irei compactuar com seus hábitos. Mesmo que não concorde com o que ele faz, ainda assim, muitas vezes, me omitirei para não “ofendê-lo”.
Se, ao contrário, eu ando com alguém de boa índole, irei compactuar, igualmente, com seus atos, e ele com os meu. Faremos as mesmas coisas juntos. Mesmo que sinta vontade de fazer algo que fazia antes e essa pessoa não concorde, se eu passar tanto tempo junto a essa pessoa não dará tempo para mais nada.
Assim mesmo acontece se eu andar com Deus continuamente. Não terei mais tempo para fazer o que fazia antes e que esteja em desacordo com a vida cristã. Não terei mais tempo para estar longe do Senhor, uma vez que eu estarei sempre diante dEle, ou seja, acordarei em sua presença (Bom dia Senhor Jesus!), andarei com Ele para o meu trabalho, trabalharei com Ele, almoçarei com Ele (Te dou graças, Senhor, pelo alimento), voltarei para casa com o meu Deus, sairemos eu e minha esposa, juntos com o Nosso Salvador. “E até quando estivermos em nosso momento de maior intimidade?” Sim! (Senhor, abençoe esse momento tão sublime, o presente do Senhor aos seres humanos quando os criou. “Ele os criou homem e mulher”. (Gn 1:27). “E o que eu fazia outrora e que não estava em desacordo com a Palavra de Deus?” Você Poderá continuar a fazê-las junto com Jesus.
E o que acontece se, de tanto passarmos o nosso tempo na companhia de Jesus?
Duas coisas:
1) Não teremos mais tempo ocioso para fazer o que é errado aos olhos de Deus.
Vamos falar agora em “psicologês”. Se um comportamento não é reforçado ele se extingue. Se eu deixo de fazer algo, por motivos vários, aquele comportamento, depois de um tempo, deixa de fazer falta. E se substituo tal comportamento por outro qualquer e que também me gratifique, me dê prazer, melhor ainda. Cumpre-se o que o apóstolo Paulo afirmou na sua segunda epístola aos coríntios: “Quem está unido com Cristo é uma nova pessoa; acabou-se o que era velho, e já chegou o que é novo”. (II Co 5:17). Claro como água!!! Se eu ando continuamente diante de Deus os meus velhos hábitos serão substituídos por novos.
2) Teremos mais tempo para nos tornarmos íntimos de Deus.
Quando duas pessoas passam muito tempo trabalhando juntas, por exemplo, com o tempo, elas se tornam muito próximas afetivamente. Conversam sobre situações pessoais, familiares, pedem e dão conselhos, enfim. Em nossa rotina profissional, às vezes, chegamos a conviver mais com os colegas de trabalho do que com o cônjuge e os filhos. Assim mesmo ocorre com o nosso convívio com Deus. Como é que passamos tempo com Deus. Já citei algumas situações nas linhas acima. É através da oração que desenvolvemos intimidade com o nosso Senhor e Rei.
O Senhor me fez lembrar aquelas pessoas que, quando na ocasião do grande dia do juízo, irão dizer ao Mestre: “Senhor, Senhor, pelo poder do Teu nome anunciamos a mensagem de Deus e pelo Teu nome expulsamos demônios e fizemos muitos milagres (Mt 7:22). Nós comemos e bebemos com o Senhor. O Senhor ensinou na nossa cidade (Lc 13:26)”. O Senhor Jesus dirá: “Eu nunca conheci vocês! Afastem-se de mim, vocês que só fazem o mal (Mt 7:23)”.
Diante da passagem acima, o Senhor nos está dizendo que nós só conhecemos alguém se conversarmos com ela, falamos de nossas vidas, contamos nossas preocupações e nossas alegrias, pedirmos conselhos, até. Com Deus é do mesmo modo. Jesus nos conhece desde o ventre de nossas mães, mas se não conversarmos com Ele, é impossível desenvolver intimidade. Ele quer saber das tuas alegrias e tristezas, dos teus sucessos e fracassos. Ele sabe de tudo que necessitamos antes mesmo que o pronunciemos, mas Deus quer ser nosso Amigo mais íntimo. Ele é a pessoa que mais se importa com o teu e o meu bem-estar.
Existem irmãos e irmãs em Cristo que gostam muito de ir à igreja para adorar, rir, chorar, ouvir a palavra ministrada, receber as bênçãos. Alguns outros gostam algo mais radical: Batalha Espiritual. Outros, assim como o povo de Corazim, Betsaida e Cafarnaum (Lc 10:13-15), só querem saber dos milagres. Para estes, Deus é uma espécie de Gênio da Lampada, só que com capacidade ilimitada para pedidos.
Deus não se nega a fazer milagres, nem a derramar do Seu Espírito sobre a Sua igreja, porém, mais importante que tudo isso, Ele quer ter comunhão conosco. Ele quer nos ter com amigos dEle. Nós só podemos nos relacionar com Deus, e com Ele termos intimidade e comunhão, através da oração.
Vão ficar a esquerda de Cristo, entre os injustos, pessoas que acharam mais importante ter proximidade com o Reino, do que ter intimidade com o Rei. É por isso que Jesus não se lembrará de irmãos nossos. Porque não buscaram ter intimidade com o Mestre através da oração.
Outro aspecto do convívio com Deus é que, através do Espírito Santo, Ele nos ensina todas as coisas, inclusive a sermos obedientes a Sua Palavra. (Jo 14:26)
“Irmão André, Noé pecou, assim como Abraão e Davi”. É verdade. Todos eles pecaram, mas se arrependeram dos seus atos, e continuaram andando com Deus. Quem determina quando você, digamos, irá se formar em perfeição não é você, é Deus. Preocupe-se tão somente em andar com Deus. Quando você estará pronto, deixa pra Deus.
Devemos insistir nessa caminhada junto com Jesus. Devemos fazer como Paulo, em Filipenses 3:14: “Prossigo para o alvo pelo prêmio da vocação celestial de Deus em Cristo Jesus”. (Fl 3:14) E, quem sabe, no final da vida, possamos dizer: “Combati o bom combate, acabei a carreira, guardei a fé. (II Tm 4:7)
A minha oração é para que essa mensagem sirva para a edificação da Igreja de Cristo , ou seja, eu e você que está lendo (lembre-se que nós somos templo e morada do Espírito Santo - I Co 6:19) e, acima de tudo, para a Glória e Honra do nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo.
Que Deus o abençoe.
Amém.